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PROFECÍA

Posted on Setembro 30th, 2014 in Música by ENDL

Dios ke te crew.

Ogallá non se cumpra esta profecía, pero tal como imos!

ENGURRAS

Posted on Setembro 26th, 2014 in Curtas by ENDL

Unha vez máis, un traballo excelente realizado polo alumnado de 1º Debuxo Artístico do IES A Barxas, de Moaña.
O relato é do poeta Miguel Angel Alonso Diz.

Parabéns!

Vía Marlou

“PALHAÇA” POR FALAR GALEGO

Posted on Setembro 18th, 2014 in Sen clasificar by ENDL

Recollemos un artigo da profesora Adela Figueroa Panisse publicado en pgl.gal:

Hoje aconteceu-me algo que já nem pensava que pudesse acontecer: uma jovem, ao me despachar pan numa loja chamou-me «palhaça» por falar em galego. Ainda , segundo ela, faltei-lhe ao respeito simplesmente por lhe perguntar o preço do pão em galego.

– Quanto é?
– ¿Cómo? ¿Cuanto es?
-Não. Disse «quanto é?», em galego.
– Es que yo no hablo gallego. Estamos en España.
– Pois aqui estamos na Galiza. Podemos falar castelhano no resto do Estado, mas só galego aqui.
– Yo ni lo sé ni quiero saberlo.
– Sabes o quê? Já não levo o pão.

Ao sair eu pela porta escutei:

– ¡Payasa!

Voltei-me e perguntei-lhe donde é que era.

– De Lugo.
– E não tens vergonha de não saber galego? Não tens vergonha de ofender os teus avôs, os teus pais, a ti mesma?
– No no tengo ninguna vergüenza: soy espanhola y esoes lo que tengo que hablar. Usted me faltó al respeto [suponho que lho faltei por lhe falar em galego].

Ao sair à rua, várias mulheres, em idade madura como eu, aplaudiram e comentaram: «tem razão: assim é que deveríamos defender o nosso».

Casos como este, cuido eu, são os que provocam as poses extremistas. Eu sou já experimentada. Dei aulas muito tempo e tenho visto de tudo. Mas manca-me ver que gente nova sinta vergonha da própria cultura e de se reconhecer galega, o que não implica, para nada, ser solidária com outros povos e outras gentes, nem ignorar outras línguas, coisa que sempre foi enriquecedora.

Que educação demos à nossa mocidade para que abandone a língua de seus pais, a cultura de seus avôs e avós, e prefiram auto-castrar-se da própria cultura?

O saber não ocupa lugar. Isso é um axioma que se demonstra verdadeiro, nomeadamente para a gente culta. Mas eu queria que isso fosse compreendido pela generalidade da população e, ainda, assumido como norma de abertura e de tolerância para nós próprios e para outras línguas e outras culturas. Na Espanha há um grande défice em conhecimento de línguas; onde mais domínio de idiomas estrangeiros encontrei foi em Barcelona —será porque os catalães, ao se quererem a si próprios, aprederam a ter a mente aberta para outras culturas?

Não nos fechemos a nós mesmas. Não deixemos crescer o complexo de inferioridade que nos priva de abrir-nos aos outros/as e de compreender a diversidade linguística e cultural que faz parte da diversidade da vida.

Digamos «viva!» à cultura e à dignidade de sermos nos próprias!! Irá-nos muito melhor. Sabido é que à Galiza não lhe vai por agora nada bem, se a compararmos com o conjunto das terras da Espanha. Mudemos de atitude e , se calhar, irá-nos melhor.

Sobre a autora:

Adela Clorinda Figueroa Panisse é de Lugo (Galiza), fazedora de versos, observadora do mundo e cuidadora de amizades. Trabalhadora no ambientalismo e na criatividade da palavra. Foi professora e lutadora pela recuperação da dignidade da Galiza e, ainda, pela solidariedade entre os seres humanos e a sua reconciliação com a terra. Gosta de rir, cantar e de contar contos. Também de escutar histórias, de preferência ternas e de humor.

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